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      Toque de letra
      Tomás da Cunha
      2020/01/15
      E5
      Sei que não há explicação para tudo o que acontece dentro de campo, mas não me conformo. Falemos de dúvidas e inquietações, do passado e do futuro, dos génios da táctica aos treinadores da alma. E dos artistas, claro. Que seja o que o futebol quiser.
      Ir a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio.  
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não devia.
      Ir a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio.  
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não devia.
      Ir a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio.  
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não deviaIr a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio.  
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não devia.
      Ir a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio. 
       
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não devia.
      Ir a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio.  
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não dev
      Ir a um estádio de futebol pode fazer-nos pensar que o caminho para a baliza é em linha recta. "Para a frente!", grita-se a cada passe para trás ou para o lado. Marcar golo não é assim tão fácil, o que torna o jogo bem mais complexo. Há um adversário do outro lado, obrigando-nos a tomar decisões e a pensar qual a melhor forma para o desequilibrar. Quando não existe espaço, há que criá-lo. Assim sendo, facilmente se percebe que o processo de criação obriga a alguma (ou a bastante) paciência, sobretudo nas equipas que passam mais tempo com bola. Em 2020, ainda é comum avaliar médios pela quantidade de passes verticais que fazem por jogo, definindo a partir desse número se a exibição foi positiva ou negativa. Mas há outro critério essencial nos tempos que correm. Se só marcar dois golos na temporada, mesmo que seja um médio que recebe perto dos centrais, "tem de ser mais vertical e melhorar a finalização".  
       
      Como em tudo, importa perceber as características do jogador, as funções que assume na equipa, como se complementa com os parceiros do meio campo e se tem influência na execução do modelo pensado pelo treinador. Nos melhores colectivos, o papel dos 11 jogadores tem a devida importância para o funcionamento pretendido. Organizar, gerir o ritmo ou criar condições para que outros desequilibrem (atrair um adversário para depois entrar um passe vertical, por exemplo) também são qualidades e até demonstram que um determinado jogador está mais interessado no sucesso colectivo do que no protagonismo próprio.  
       
       
      Florentino, supostamente, deixou de contar no Benfica porque não acrescentava ofensivamente - isto é, não fazia passes verticais sucessivos, variações de flanco ou remates de fora da área. Apesar de reconhecer que o jovem português pode evoluir no capítulo ofensivo, está longe de ser o inapto que se pintou. Neste caso, além das características individuais, importa analisar a dinâmica ofensiva das águias no início da época, mecanizada e com escassos apoios frontais dentro do bloco adversário. Para se passar para a frente é preciso haver opções, a menos que a intenção seja perder a bola. Nesta altura, Taarabt é o principal responsável por fazer a ligação com o ataque, assumindo riscos constantes na procura do passe vertical pela relva. Gabriel, sem a mesma criatividade, aposta mais no passe em profundidade e nas variações de flanco. Ambos oferecem à equipa a tal verticalidade, mas também estão mais sujeitos a passes errados ou perdas de bola.  
       
      Além de ser o melhor médio do plantel encarnado a nível defensivo (leitura, capacidade nas coberturas, timing de desarme...), Florentino possui um perfil distinto e complementar com os restantes em termos de acções com bola, o que poderia ser benéfico. No fundo, deixou de contar para o treinador porque se esperava que fosse aquilo que não é. Weigl também não vai desequilibrar com arrancadas e passes verticais a toda a hora. Mas tem outros atributos. Jogar para trás e para o lado está subvalorizado. E não devia.


      Comentários (5)
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      motivo:
      carlos_batuta
      2020-01-15 18h14m por MisticaEncarnada
      Eu na Champions já nem falo porque somos a desgraça que somos e não é com um Weigl que isso vai mudar na próxima temporada. A atitude também é importante e essa não a temos.
      Mas falo a nível nacional. Este ano estamos a jogar mal na maior parte dos jogos mas particularmente a defender e na construção de jogo e o ponto onde quero chegar é mesmo nas situações perto da nossa baliza. Esta temporada qualquer equipa acaba um jogo com 4/5/6 oportunidades de perigo perto da baliza e isso não ...ler comentário completo »
      Mística Encarnada - sobre golos sofridos
      2020-01-15 16h35m por carlos_batuta
      pessoalmente também estou convencido que o Benfica não sofreu mais golos na primeira fase da época por acaso/coincidência.
      Se analisarmos os jogos, houve muita abébia no género das que têm dado os golos nos jogos mais recentes.
      Se juntarmos os jogos da Champions nas contas, quase chegaríamos à conclusão de que a defesa - meio campo incluido - era um passador.
      (Weigl à parte)
      2020-01-15 16h31m por carlos_batuta
      Mas os críticos criticavam,
      O público da Luz assobiava,
      E já havia quem pedisse a cabeça do Lage.
      Agora o panorama mudou.

      Pessoalmente, gosto mais do modelo actual.
      tiagomistral
      2020-01-15 14h30m por MisticaEncarnada
      Não têm todos de jogar assim, pode jogar só um. Além disso já refletiste sobre o porquê do Benfica estar a sofrer mais golos ultimamente e dos adversários chegarem com mais rapidez à área do Benfica? Se calhar falta alguém que dê o corpo às balas, recupere bolas no meio campo e também faça faltas. Só Gabriel não chega.
      Veremos agora se Weigl quando jogar para trás e para o lado é tirado do onze. . . Não porque valeu 20M€
      O Gedson já foi, este para lá vai. . . só o que é caro é que é bom. . .
      "Para trás mija a burra. . . "
      2020-01-15 13h38m por tiagomistral
      Não concordo em nada com a desvalorização do "passe lateral ou para trás", pelo contrário. . .

      Desde o futebol "fantástico" do barça do guardiola que toda a gente procura a moda do "se tens a bola não sofres"! Eu como adepto não vou ao estádio ver este futebol, ponto.

      Quero risco, quero velocidade, quero criatividade, toque, drible! Não se paga milhões para fazer um passe lateral ou atrasado. Quem joga e recebe mais do que o adversário/suplente tem de assum...ler comentário completo »
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