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      Jovens Talentos com... Henrique Vicente

      2021/10/17 14:40
      Paula Ferreira Lobo
      E0

      O Jovens Talentos está de volta, para a edição 2021/2022. Na rubrica de estreia da época, falamos com Henrique Vicente, atleta de 23 anos que agora está ao serviço do Quinta dos Lombos.

      Ainda não fizemos com ele? Pareceu estranho até para nós, que escrevemos o nome dele nesta lista em 19/20. Talvez a COVID-19 nos sirva de desculpa ou atenuante, mas isso agora também pouco importa, que ninguém nos levou a mal. Nem o próprio. Ele, que está onde quer estar, sabe para onde vai, e o caminho a seguir para lá chegar. Será que foi sempre assim tão determinado? Determinado parece que sim, mas o que parecia estar determinado é que mudou. 

      O algarvio - e esta denominação, como perceberemos adiante, é um motivo de orgulho - sempre gostou «de bola», mas só aos 14 anos e muitos quilómetros é que se descobriu no futsal. 

      Uma história como outra qualquer

      A história do nosso entrevistado poderia começar com Era uma Vez e terminar com E viveu feliz para sempre. É esse o plano, pelo menos. Pelo meio, muitas peripécias, altos e baixos na vida de uma pessoa que não se acha diferente das outras, e olha para os seus momentos mais difíceis como aprendizagens que lhe servem, ainda hoje.

      ©DR/Arquivo Pessoal

      Tudo começou, claro está, com a bola no pé. Onde é que já lemos isto? Em todo o lado. Há algum jogador "da bola" que não gostasse de jogar quando era miúdo? Henrique Vicente não foi diferente, e aos 9 anos fez do gosto um hobby a sério, impondo-o a uma rotina familiar que se organizou para que o miúdo fosse feliz. O atleta começou o seu percurso no futebol 7, em Vila Real de Santo António, mais concretamente no Lusitano VRSA.

      «Eu sempre joguei à bola, deste puto. Desde pequenino que os meus tempos livres era a jogar à bola. Depois comecei a jogar futebol 7 aos 9 anos e joguei até aos 14 anos. Depois na passagem para o futebol 11 vi que o treinador não apostava em mim e eu não me dava bem com aquilo. Então fui jogar futsal, aos 14 anos, quando me apaixonei pela modalidade.»

      E também foi aí que descobriu que era ala, ainda que, inicialmente, a nomenclatura e as posições não fossem o mais importante. «Quando fui para o futsal no Inter-Vivos, o clube da minha terra, de Martim Longo, na verdade andava um bocado perdido [risos]. Não sabia o que é que era um ala, o que era um pivot, andava ali a correr com os meus amigos... Mas sempre puxei muito para a ala, sempre fui muito para a linha… mas se pedirem para fazer pivot eu faço, fixo eu faço, guarda-redes eu faço [risos]. Senti logo, quando comecei, que a minha posição era ala.»

      ©DR/Arquivo Pessoal

      Desde essa altura até hoje, além da bola no pé há uma outra constante na vida do jogador: a família. «Eu graças a Deus tenho a melhor família do mundo», afirma. A resposta é pronta e a convicção é inabalável. Se algumas das respostas às perguntas do zerozero foram pensadas, com pequenas pausas para garantir que dizia aquilo que realmente queria dizer, quando o assunto foi a família o discurso foi ultra fluído e até inflamado - no melhor sentido. Típico de quem já disse isto muitas vezes, e nunca se cansa de repetir. Talvez esta história demonstre porquê: «o meu pai, entre os meus 9 e 14 anos, ia comigo todos os dias de Martim Longo para Vila Real de Santo António. São 50 e tal quilómetros, ir e vir, saía do trabalho, abalava comigo para ir treinar, chegava à noite, jantava e ia dormir, no dia a seguir ia para o trabalho, voltava e levava-me outra vez… é o que eu digo, tenho a melhor família do mundo!»

      qTenho a melhor família do mundo
      Henrique Vicente

      O apoio de «500%» do pai, da mãe, e do irmão, foi o que mais sentiu falta na primeira passagem por Lisboa. «Quando eu fui para Lisboa senti essa ajuda, senti que precisava deles, mas pronto, aprendi com isso, com a distância. Foi difícil, eles têm um papel único. Tudo que eu conquistar eles sabem que é para eles.»

      Avanços e recuos - o futsal como espelho da vida

      Ainda tinha 16 anos quando chamou à atenção do Benfica. Henrique fazia parte da Seleção da AF Algarve, e foi depois da participação num torneio inter-associações que os encarnados entraram em contacto «para ir a um torneio com eles, na Páscoa, 2 jogos ou 3, e eles decidiram ficar comigo e fiquei lá um ano». A época era 2014/2015, e o algarvio, ainda menor, rumou a Lisboa, para se juntar aos sub20 das águias. «Quando fui para lá, fui contente, mas foi a primeira vez que saí de casa», começou por explicar-nos o o ala. «Ainda era novo», acrescenta, à laia de justificação, «foi tudo um bocado difícil para mim, tanto que eu não estava a conseguir vingar, a jogar o que sabia no Benfica.» 

      ©DR/Arquivo Pessoal

      Na altura, conciliava a escola com o futsal, e, repete, «foi difícil». Mas, faz questão de sublinhar, também «teve aspetos positivos, aprendi também muitas coisas». No final das contas, foi uma experiência que, quanto mais não seja, serviu «para ganhar calo».

      Depois da experiência em Lisboa, Henrique Vicente voltou a casa, e foi ao serviço do Farense, na II Divisão, que foi crescendo como jogador. Três época depois, chegou o convite para o principal escalão da modalidade, pela porta do Eléctrico. Já adulto, mudou-se para Ponte de Sor, em pleno Alentejo, para a primeira incursão nos grandes palcos do campeonato nacional, e cedo notou as diferenças competitivas. «Não tem nada a ver a segunda divisão com a primeira, em tudo! Qualidade, intensidade, condições… um salto muito grande, senti isso.»

      Uma época que podia ter sido de sonho... se não tivesse acabado em março

      Quando a época foi interrompida, em março 2020, os alentejanos estavam no 10.º lugar, a apenas 2 pontos do 8.º (o Fundão), e já tinham estado nas final 8 da Taça da Liga e da Taça de Portugal. «Estava tudo a correr bem nesse ano. Fui chamado à seleção sub21, fiz dois bons jogos na seleção, estava a correr bem o campeonato… depois apareceu o bicho.»

      ©DR/Arquivo Pessoal

      Já lá iremos - é inevitável - mas, antes disso, vamos focar nas coisas boas que aconteceram, como a primeira chamada à Seleção Nacional. Ou melhor, a segunda chamada à Seleção Nacional, assim é que é. A primeira não contou. Como assim? A estreia de Henrique Vicente nos sub21 deu-se a 17 de dezembro de 2019, num jogo diante da Rússia, mas, antes de saber que tinha sido convocado para esse duplo confronto de preparação, teve a expectativa de ir à República Checa. «Umas semanas antes, tinha sido convocado também para a seleção sub20, para ir à República Checa. Convocaram-me de manhã, e ligaram-me à tarde a dizer ‘olha foi aqui um erro nosso, pensávamos que tu eras sub20, afinal não és, não podes ir’. Eu estava todo contente de ir com a Seleção à República Checa e depois, afinal, não podia ir… fiquei triste. Passadas umas semanas saiu a convocatória para os sub21, contra a Rússia, fui convocado e fiquei contentíssimo. Adorei ir à Seleção, espero que tenha sido a primeira de muitas [convocatórias]

      qAdorei ir à Seleção (...) vou fazer tudo para ter outras oportunidades
      Henrique Vicente

      Foi em solo nacional, mais concretamente no Pavilhão Municipal Torre da Marinha, no Seixal, que o nosso entrevistado vestiu pela primeira vez a camisola de Portugal. A infelicidade de ter feito um auto golo nesse jogo nem sequer foi assunto, porque a felicidade e orgulho de ter estado ali é maior que as coisas menos boas que acontecem em 40 minutos. «Adorei, foi incrível cantar o hino, estar lá com a equipa toda, a representar o nosso país. Foi incrível, adorei, e agora que já sei como aquilo é, já tive essa oportunidade, vou fazer tudo para ter outras oportunidades.»

      «Jogar sem público não dá, não há vida»

      Os meses de paragem a que a pandemia nos obrigou foram difíceis para todos nós. «O COVID apareceu e nós obrigatoriamente tivemos que lidar com isso, mas foi difícil. Foi tudo muito estranho. Ficamos meses parados, fui para o Algarve, obviamente que fiquei triste, estava tudo a correr bem e depois fiquei parado.» 

      ©Quinta dos Lombos

      Tristezas, como diz o ditado, "não pagam dívidas", e a filosofia de Henrique Vicente é «levantar a cabeça e continuar». Mas, por favor, não voltem a tirar o público dos pavilhões, porque «foi horrível!» A expressão foi enfatizada várias vezes, porque o atleta quis deixar claro isso mesmo: «Logo ao início, o primeiro jogo que fizemos sem adeptos, foi horrível! Parecia que era um jogo amigável, um jogo treino que combinamos com a outra equipa, não parecia nada profissional, não parecia competitivo… foi horrível. Depois, claro, tivemos que nos habituar...» "Que remédio", foi o que Henrique pensou na sequência desta resposta. Mas não o disse, não por palavras, seja como for.

      Felizmente, os adeptos voltaram aos pavilhões, e a diferença é notória para todos, particularmente para quem está dentro da quadra. «Agora que jogamos contra o Braga na 1ª jornada, o pavilhão estava cheio, e foi lindo viver isso outra vez. Ver o público a puxar por nós, vê-los [aos adeptos] a sentir o jogo, um clima diferente, um pavilhão ao rubro... Isso faz parte do futsal também, para mim. Isso é que é um jogão! Agora jogar sem público não dá, não há vida.» Ámem, Henrique.

      De volta a Lisboa, numa equipa que «sempre» gostou

      Após duas épocas no Alentejo, o algarvio está de volta à capital, para vestir de amarelo e preto, as cores do Quinta dos Lombos. A transferência para Carcavelos surge num processo natural. «Para já eu sempre gostei da equipa, desde que acompanho a primeira divisão. Sempre gostei da maneira como eles geriam a equipa, o trabalho deles, a zona de Carcavelos, as condições que a Quinta dos Lombos tem, sempre gostei disso. Claro que o meu primeiro clube na primeira foi o Eléctrico, e agradecer também a confiança que tiveram em mim.

      ©DR/Arquivo Pessoal

      Mas decidi vir para os Lombos porque tive a proposta, e sinceramente nem pensei duas vezes, aceitei logo, porque queria dar o salto, e senti que isso era dar o salto, por tudo, condições… tudo.»

      Pela resposta anterior se percebe que a adaptação não foi nada difícil. «Não, não foi [difícil a adaptação]. Já conhecia outros jogadores também, de falar de vez em quando, depois o Tiaguinho e o Gonçalo [Sobral] joguei com eles no Benfica, vivi com eles também, depois o Rodriguinho veio comigo e era mais um… em relação a isso foi espetacular. Cheguei, e nos primeiros treinos senti-me logo em casa. O pessoal aqui recebeu-me muito bem, eu já conhecia alguns e isso ajudou, claro, e senti-me logo em casa aqui com eles, receberam-me bem.»

      qSei que sou novo, para já quero aprender, jogar contra e com os melhores aqui em Portugal
      Henrique Vicente

      E no futuro? Logo se vê. «Eu estou há 3 anos na I Divisão, na Liga Placard, que para mim é a melhor Liga do mundo, juntamente com Espanha.» Jogar no estrangeiro é um objetivo? «Nunca pensei muito em ir para o estrangeiro, não sei como é que é o próximo ano, como é que é o dia de amanhã. Se eu vir que é uma boa oportunidade para ir para o estrangeiro eu vou, se eu vir que não, não vou. Estou a viver um dia de cada vez, um ano de cada vez, sei que sou novo, para já quero aprender, jogar contra e com os melhores aqui em Portugal. Depois logo se vê.»

      Gostava de chegar ao Barcelona, sempre foi a minha equipa. Mas estou mesmo a viver um dia de cada vez, a trabalhar e a aprender.»

      Orgulho de um português que também quer fazer parte das conquistas

      O «depois logo se vê» de Henrique Vicente é como um mantra quotidiano. Mas, quando o assunto é a Seleção, há um objetivo bem traçado - quase escrito na pedra: à terceira convocatória, que seja a Seleção AA. 

      ©DR/Arquivo Pessoal

      A caminho dos 24 anos, o percurso nos escalões de formação da Seleção, por muito que tenha sido curto - apenas 2 jogos - já chegou ao fim, e resta agora lutar por uma chamada à Seleção AA, a seleção campeã do Mundo. «Isso foi muito bom [conquista do Mundial]. Estou contentíssimo, e quero dar os parabéns a todos os jogadores, a toda a gente que fez parte para ganhar a taça. Fiquei contentíssimo!» 

      As repercussões da conquista trarão, na opinião deste Jovem Talento, coisas boas para Portugal, para o campeonato e para os atletas. «É bom para nós, é bom para o campeonato português, é bom para os jogadores portugueses… foi muito bom para todos.»

      Agora o desafio é maior? «Para mim é um desafio, eu quero é ir à Seleção A. Para mim ir aos sub21 claro que foi bom, mas o sonho, o objetivo, é mesmo a [seleção] A, e agora vou fazer tudo para lá chegar e sei que um dia vou conseguir, se tudo correr bem.

      Nós somos campeões do mundo, e os melhores jogadores do mundo estão na nossa seleção também, e não é fácil chegar lá, mas é possível.»

      O ídolo deste algarvio é... algarvio, pois claro

      Aproveitamos a conversa com Henrique Vicente para abordar o desenvolvimento do futsal na sua região de origem, o Algarve. Apenas em 2019/2020 é que a região teve o seu primeiro representante no principal escalão da modalidade, o Portimonense. Na perspetiva de um homem da terra, que olha de fora para dentro, no Algarve não falta qualidade. Falta investimento.

      qO futsal no Algarve é pouco valorizado
      Henrique Vicente

      «Sinceramente, eu conheço pessoal do Algarve, de Vila Real de Santo António, da Atalaia de Faro, que é pessoal que joga muito futsal, joga muito à bola, e não está na primeira divisão mesmo por isso, porque o futsal no Algarve é pouco valorizado. Primeiro, só há o Portimonense na primeira divisão, depois, as outras equipas, que estão na segunda, a cada ano que passa têm menos condições e não apoiam tanto os jogadores… se não for uma equipa do Porto ou de Lisboa que vá buscar um jogador ao Algarve para ele crescer, como foi o meu caso, é difícil um algarvio vingar na modalidade futsal.» A afirmação é ousada, mas Henrique não lhe retira nem uma vírgula. «Eu conheço jogadores, no Algarve, que jogavam facilmente em qualquer equipa da I Divisão. Simplesmente eles não têm essa oportunidade e acabam por seguir outra coisa. É um bocado triste, mas é verdade. Os clubes apoiam pouco o futsal no Algarve. Nem é o pouco, é é menos que as equipas do Norte e de Lisboa.»

      ©DR/Arquivo Pessoal

      A julgar pela amostra da I Divisão, a verdade é que Henrique Vicente talvez tenha muita razão. Além dele mesmo, e dos jogadores na equipa representante do Algarve, o Portimonense, há um outro algarvio que há vários anos demonstra que, de facto, nascem futsalistas no Algarve. Pedro Cary é, talvez, o algarvio mais conhecido do futsal. Campeão da Europa por Portugal e pelo Sporting, falamos dele porque o nosso entrevistado fez questão de o trazer para a conversa.

      Perguntámos por ídolos, e a resposta foi a seguinte: «gostava de ver o Ricardinho, claro, toda a gente gosta. Mas o jogador que me puxou muito, que posso dizer que é o meu ídolo, é o Pedro Cary.» Por também ser algarvio? «Puxava por mim, é verdade, por ele ser algarvio e por ele ser um jogador excelente no trabalho, excelente na equipa, eu sempre soube isso. Trabalha muito, o mister diz para ele dar 5 voltas ao campo, ele dá 10. É um jogador que representou a Seleção Nacional e meteu o Algarve lá em cima. Está a representar o Algarve, para mim, então sempre foi o meu ídolo.»

      A pergunta seguinte não estava programada, mas impunha-se: o Henrique Vicente pode ser o Pedro Cary desta geração que está agora a começar no futsal? «Acho que sim. Acho que se eu conseguir vingar, se conseguir fazer coisas boas. Há poucos jogadores algarvios na primeira divisão, sem ser os do Portimonense. É os do Portimonense e depois estou eu e o Cary no Leões.

      Já muito pessoal do Algarve me conhece do futsal, mas gostava que [daqui a uns anos] alguém olhasse para mim como ídolo como eu olhei para o Pedro Cary.»

      À parte dos ídolos que os mais novos possam ter, ou não, a mensagem de Henrique Vicente para eles não contém nenhuma receita mágica, mas advém de uma fórmula testada e comprovada: trabalho. Parece simples, mas nem sempre é, e, mais que isso, este Jovem Talento não descurou um pormenor que, queiramos ou não, importa: a qualidade. 

      «A mensagem é, se gostam de futsal, se querem chegar cá acima, é uma questão de trabalho, dedicação e acreditar. Não ir abaixo nos momentos maus, claro que há obstáculos que aparecem na nossa vida, aparecem a toda a gente, também aconteceu comigo, mas não ir abaixo, ultrapassar e seguir em frente. Toda a gente com trabalho, dedicação e gosto pela modalidade – e qualidade também – consegue chegar à I Divisão.»

      Aos próximos Ricardinhos, Pedros Cary e Henriques Vicente, o zerozero cá estará para vos entrevistar. Aqui, damos voz aos Jovens Talentos.



      Portugal
      Henrique Vicente
      NomeHenrique Mendes Vicente
      Nascimento1998-04-12(23 anos)
      Nacionalidade
      Portugal
      Portugal
      PosiçãoAla

      Fotografias(59)

      Liga Placard| Leões Porto Salvo x Quinta dos Lombos (J10)
      Liga Placard| Leões Porto Salvo x Quinta dos Lombos (J10)
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